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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

De volta para o futuro não é só nome de filme


Marketing Digital

Web-business De volta para o futuro não é só nome de filme

Adap. Medeiros, Valdir de

Muitas vezes, em pleno século XXI, na era do customer-generated media, na era do iPod, na era do web-business, muitas empresas parecem viajar no tempo e fingirem viver na década passada em termos Internet.

De cada 100 sites institucionais de empresas sólidas e já estabelecidas no mercado, um número significativo deles, digamos, 98, são sites tipo “cartões de visitas” ou tipo “catálogo de produtos”. Remanescentes da lendária primeira geração de 10 anos atrás.

Os tempos mudaram e o departamento de TI, ou não foi rápido o bastante, ou não recebeu verba suficiente, para se transformar no departamento de marketing digital, contratar um executivo de rede para cuidar dos web-business da empresa e incutir uma cultura conectada em todos os membros da equipe. É claro que um ou outro visionário, como o “rapazinho que fez o site da empresa”, depois de ler um pouco sobre o que se anda fazendo em empresas como Americanas.com, Petrobras , percebeu que havia algo errado, mas tal percepção se perdeu em meio à papelada para a requisição de uma agenda eletrônica.

Na nova economia digital, muitos parecem à deriva. Muitas empresas, ao insistirem em um raciocínio analógico, não conseguem se fazer entender nem desbravar na essa Era Digital e conquistar o web-customer que se anuncia.

Além de poucas empresas entenderem as reais exigências de seu novo cliente, poucas se arriscam a criar fórmulas no mundo on-line que não sejam as mesmas do mundo off-line. Este é o primeiro erro – o consumidor mudou, não há como aplicar velhas vacinas para novos vírus.

O web-consumidor deseja ser visto como um indivíduo, não mais como um segmento. Quer que a empresa lhe mostre que o valoriza e o respeita, que escuta suas reclamações e que conhece seus anseios. Caso não perceba isso procurará alguma outra que o entenda, tão rápido quanto clicar no botão “voltar”.

Na nova economia há cada vez menos tolerância para o amadorismo. Com os dias cada dia mais curtos, o consumidor não tem tempo para perder lendo a história da empresa ou preenchendo um inútil formulário para se cadastrar antes de ler a notícia que deseja - quer a solução de suas necessidades no tempo de um clique.

A divulgação “cartão de visitas” dá super certo em papel couchê fosco, 230g com reserva de verniz, mas não surte o efeito desejado em um iMac que coabita com um Palm, um Sansung e um iPod, todos com Bluetooth e devidamente conectados, em um home-office.

As coisas mudam e acontecem na velocidade de um CD, não mais de um vinil.

Vieram o Flash e o XHTML, mas a fórmula “home, empresa, produtos, clientes, contato” continuou firme como uma rocha. Um cartão de visitas na web, um manifesto otimista sobre a empresa que não agrega valor algum ao usuário. Frente a sites adaptados à nova realidade do mercado, como os da Dell ou da Bosch, tal fórmula parece ter saído de um desenho dos Flintstones.

Web-business é a Era Digital a ser desbravado, e isso nunca foi tarefa fácil. Novos modelos de processos devem ser descobertos, muito esforço será despendido para ser copiado minutos depois e nunca há a real garantia de que tudo dará certo. No mercado em que vivemos, o preço do pioneirismo é alto, mas conduz ao sucesso.

Um pensador americano disse certa vez: “Escolha um objetivo, calcule o preço para atingi-lo e pague o preço”. Só há duas escolhas: pagar o preço ou sair do jogo.



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